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Roteiro de Viagem - Sudesde Asiático

Renata Campos | 9.2.17 |
Roteiro de Viagem Sudeste Asiático


Há tempos que eu vinha sentindo que a Ásia tava me chamando, sabe?! Rs. Falei isso várias vezes, com várias pessoas! Sonhei (acordada) com vários roteiros, com vários países diferentes, com várias possibilidades - é.. são muitos “vários” mesmo rs.

E foi nessa variedade toda que surgiu essa minha primeira viagem (de muitas, eu espero) à Asia! É porque eu já estou loooouca pra voltar e ver tudo o que ficou de fora do roteiro e até mesmo reviver alguns lugares pelos quais passei!

Quem acompanha o blog sabe que eu tenho o costume de postar o roteiro das viagens que faço. Só que dessa vez minha ideia não era fazer um post com o roteiro geral da viagem, mas sim posts específico pra cada país. Só que tanta, mas taaaaaaaanta gente me pediu o roteiro dessa viagem que fui "obrigada" a escrever! haha

Antes de mais nada preciso confessar que esse não era exatamente o MEU roteiro ideal não! Se eu tivesse organizado tudo desde o início EU teria feito diferente. Mas é que eu caí num grupo já formado com um roteiro praticamente pronto. Um colega me chamou pra viajar com ele e alguns amigos. Fiquei meio receosa porque não conhecia ninguém além dele e de outra colega e também porque era um grupo grande, na época menos de 10 pessoas e eu já achava muita gente. Só que o grupo cresceu ainda mais e no final éramos 17! Isso mesmo de-zes-se-te pessoas!! Tinha pesadelos só de pensar como seria conviver tanto tempo (1 mês) com tanta gente!

roteiro de viagem Asia
Taí, todo mundo junto! Os 17 "viajeiros" em algum dos vários aeroportos pelos quais passamos! 

Só que minha vontade de conhecer a Ásia era tanta que resolvi encarar mesmo assim! Me joguei! Fui com um grupo enorme que eu mal conhecia pra fazer um roteiro que não era exatamente o que eu queria! Resultado? A viagem foi incrível! Muito mais do que eu imaginei que pudesse ser! E o mais bacana de tudo é que tive a oportunidade de conhecer lugares que não eram prioridade pra mim (como Cingapura e Malásia, por exemplo) e que, portanto, eu não colocaria no meu roteiro, mas que eu curti muito! Mas, principalmente, pela oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas, o que só deixou a viagem muito mais agradável!

E eu descobri várias vantagens em se viajar com muita gente. Uma delas é que quase sempre eu encontrava alguém que queria fazer o mesmo que eu! E quando não rolava, eu fazia as coisas sozinha, de boa também!Assim, eu ficava transitando entre grupos maiores e menores de acordo com os interesses comuns. Até porque ficar todo mundo junto o tempo todo seria impossível e super estressante! Afinal de contas são expectativas, gostos, estilos de vida e de viagem, interesses, objetivos, idades, ânimo beeem diferentes! Mas o saldo foi super positivo!

Lógico que rolou uma afinidade maior com algumas pessoas do que com outras. Principalmente pelos interesses (e desinteresses) comuns e também pelo estilo de viagem! O engraçado é que parecia que já era amiga de longa data de alguns, rolou uma sintomia muito boa, uma amizade verdadeiramente sincera! Não tem nada melhor do que encontrar pessoas que compartilham a mesma paixão de viagens! Tanto é que outros planos de viagem já estão sendo colocados em prática! Adoro! rs

Como eu já disse, o roteiro não era exatametne o que eu sonhava (queria, pelo menos, Laos e Vietnã aí também) mas, hoje, eu já não mudaria praticamente nada nesse roteiro que fizemos! Se eu tivesse mais tempo, acrescentaria outros lugares, mas mudar mesmo, eu não mudaria! Acho que a viagem foi tão incrível que dá até dó de pensar em mexer! rs. O foco agora é voltar - logo, eu espero - pra visitar os lugares que ficaram de fora dessa vez.

Acho que já falei demais, né? Vamos ao que interessa, ao roteiro de viagem em si! Foram 30 dias de viagem passando 5 países, nessa ordem: Tailândia, Camboja, Cingapura, Malásia e Myanmar.


Mapa das cidades pelas quais passamos em cada um dos 5 países que visitamos

Voamos de Ethiopian Airlines! Era o melhor preço disparado na época que compramos! Nunca tinha voado com eles e achei bem bom! Não é assim a melhor cia aérea do mundo, mas está longe de ser ruim. Vale pelo custo x benefício!

O que fazer na Tailândia


A primeira coisa que você precisa saber sobre a Tailândia é que você vai se apaixonar e vai querer voltar pra lá outras vezes! E opções não vão te faltar! São inúmeros atrativos pra todos os gostos possíveis!! Gente, que país incrível! 

Escrevi um post com 15 coisas que você precisa saber ANTES de ir pra Tailândia. Leitura mais que essencial pra quem está programando uma viagem ao país! 

BANGKOK


Nosso 1° destino foi a capital tailandesa Bangkok, onde chegamos (mooortos) no meio da tarde do dia 24 de dezembro (2017)! Como era véspera de natal reunimos nossas forças pra jantarmos todos juntos! Um amigo meu que está morando na China, aproveitou uma folga no trabalho e foi pra Tailândia me encontrar (ou seja, durante uma semana fomos DEZOITO pessoas! rs). Ele chegou em Bangkok uns dias antes da gente e reservou o restaurante The Deck Bangkok que tem uma vista linda do Chao River e do Wat Arun, um dos principais templos da cidade, pra nossa "ceia" de natal!

natal em Bangkok
Nossa "ceia de natal" em Bangkok
Somos "só" 16 nessa foto porque 2 das meninas ainda não tinham chegado! 

Tivemos outros 3 dias inteiros na cidade o que eu, particularmente, achei pouquíssimo! Infelizmente não tive tempo de conhecer muito bem a parte nova e moderna de Bangkok... vai ficar pra próxima! Resolvi focar na parte antiga da cidade e seus vááários templos. Tem tanto templo que a gente acaba ficando meio perdido sem saber quais priorizar, porque geralmente não dá pra ver tudo! E depois de ver uma meia dúzia, eles já começam a fica repetitivos. Eles estão longe de serem todos iguais, são até bem diferentes uns dos outros... mas com alguma coisa em comum! rs.



Independente do tempo que você tenha em Bangkok, não saia de lá sem visitar o Grand Palace e também o What Pho, eles ficam bem próximos um do outro e dá pra ir a pé. Você vai precisar de algumas boas pra conhecer cada um deles com calma! Além deles serem grandes, são muitos detalhes e você acaba gastando um bom tempo apreciando tudo!

Templos de bangkok
Grand Palace (acima) e What Pho (abaixo)

Outros templos que eu gostei bastante foram o Wat Saket (ou Golden Mount) e do Wat Benchamabophit (ou Templo de Mármore). Mas também merecem uma visita o Wat Ratchanatdaram, o Wat Traimit, onde fica o maior Buda de ouro maciço do mundo, o Wat Indra Viharn que tem um Buda de pé , o Wat Suthat que fica em frente ao The Giant Swing e o Wat Arun, o tal templo que fica do outro lado de rio e que fez parte da nossa vista durante o jantar de natal, todo bonitão e iluminado.

Outros templos de Bangkok que merecem a visita. De cima pra baixa, da esquerda pra direita: Wat Saket, Wat Ratchanatdaram, Wat Indra Viharn, Wat Traimit, Wat Benchamabophit e Wat Arun.

Vocês já devem ter percebido que Wat significa templo, né? Vou falar de cada um deles com mais detalhes em outro post. Mas, por enquanto, só anotem esses nomes pra montar o roteiro de vocês! Outro "detalhe" importante que é bom já saber é que, para visitar os templos, é necessário cobrir os ombros e também os joelhos. De uma maneira geral, se você não quiser usar uma blusa de manga, já que o calor é insuportável, dá pra se virar bem com um lenço! Mas em alguns lugares, como no Grand Palace, você só entra se estiver de blusa de manga e calça ou saia comprida. Caso contrário, terá que alugar alguma roupa lá na hora pra usar. Essa regra vale para homens e mulheres! Em muitos deles também só é permitido entrar descalço, então pense num calçado confortável e fácil de tirar e colocar. Outra dica valiosa é levar um lencinho umedecido pra limpar os pés quando sair dos templos!

Para saber como se comportar nos templos e o que vestir, leia:
15 coisas que você precisa saber antes de viajar para a Tailândia 

Outros lugares que também merecem uma visita, à noite de preferência, são: Asiatique The Riverfront, uma área portuária que foi restaurada e hoje é algo como um shopping a céu aberto com várias opções de lojas e restaurantes e uma vista linda da cidade; a Khao San Road, a rua mais famosa e louca de Bangkok e sua vizinha Rambuttri, que já é mais arrumadinha e cheia de restaurantes bonitinhos. Além, claro, de um rooftop. Opções não faltam! Mas eu fui logo no mais famoso da cidade, o Sky Bar, local onde foi gravado o filme "Se Beber Não Case"! Leeembram?

Falei mais sobre o Sky Bar, nesse post RêVivendo Fotografias - Sky Bar Bangkok

noite em bangkok
Asiqatique (acima) e Sky Bar (abaixo) são 2 dos vários ótimos lugares para se curtir a noite em Bangkok

No nosso último dia fizemos um bate e volta à Ayutthaya, antiga capital tailandesa e hoje Patrimônio Mundial da Humanidade. Existem várias maneiras de se chegar lá: trem, ônibus, vans ou contratando passeios de agências. Como éramos muitos resolvemos fechar 2 vans que ficaram por nossa conta, nos levando de um templo ao outro. Quem vai de transporte público, quando chega lá ainda precisa contratar um táxi, tuk tuk, bike ou algo do gênero porque os templos ficam longe uns dos outros.

Ayutthaya tailandia
Ayutthaya

Nós ficamos todos hospedados no Chern Hostel, um hostel boutique super gracinha, muito bem decorado, bem localizado, com ótimo preço e muito aconchegante! O hostel tem quartos compartilhados e privativos que, olha, são bem melhores que muitos hotéis por aí! Pra vocês terem ideia, meu quarto era enorme e tinha uma cama king size! Muito show! Pagamos 1200 bahts pelo quarto duplo, o que deu uns 50 e poucos reais por pessoa. Já o pessoal que ficou no quarto compartilhado pagou 400 bahts pela cama, pouco mais de 35 reais.

Já na volta, eu fiquei no  BS Residence Suvarnabhumi, um hotel pertinho do aeroporto que, inclusive, tinha serviço de transfer in out gratuito. Na verdade ficamos apenas algumas horas na cidade, pois nosso vôo de Mynmar chegou no meio da tarde e o voo de volta pro Brasil saía de madrugada. Era pouco tempo pra sair do aeroporto, até porque se perde hooooras nas enormes filas tanto da imigração quanto do heatlh control (nós brasileiros precisamos apresentar certificado internacional de vacina ção contra febre amarela pra entrar na Tailândia). Além disso, o aeroporto é afastado da cidade e o trânsito caótico. Só que também era muito tempo pra ficar à toa, mofando esperando o voo. Então, reservamos esse hotel do lado do aeroporto só pra dar uma descansada mesmo!

E foi ótimo! O hotel tinha piscina, restaurante e serviço de massagem! Precisava de mais nada! E tudo super barato. Pra vocês terem uma ideia eu troquei apenas 20 dólares com eles eu paguei o hotel, o jantar e algumas cervejas e ainda sobrou uns trocados! Só mesmo a massagem é que tive que pagar no cartão! Mas foi baratinho, menos de 30 reais por 1 hora de massagem tailandesa! (Como não amar a Tailândia? 😍). A propósito, não saia de Bangkok, ou pelo menos da Tailândia, sem fazer uma massagem. Nem que seja uma massagem só nos pés ou nas costas. Mas o ideal é experimentar a tradicional e dolorida massagem tailandesa (juro que pelo que todo mundo falava, achei que fosse pior). É tudo uma deliciosa, relaxante, revigorante, super barato e você encontra a cada esquina!

Uma outra amiga que ainda teria mais um dia inteiro pra curtir Bangkok na volta, ficou no Green House Bangkok, um hostel simples mas super bem localizado, ele fica na Rambuttri, aquela rua bonitinha do lado da Khao San. Ou seja, dá pra aproveitar a noite e voltar sozinha a pé pro hostel de boa!



RAILAY BEACH


Depois de Bangkok partimos pra um dos momentospraias tailandesas! Optamos por dividir nossa estadia em 2 praias diferentes: Railay Beach e Ko Phi Phi. A melhor maneira de se chegar a partir de Bangkok é voando para Krabi, cidade da qual as 2 praias fazem parte. De lá é preciso pegar um barco/ferry/catamarã/long tail/whatever.

Railay fica bem próxima de Krabi, coisa de meia horinha de long tail só. Tanto que muita gente prefere se hospedar em Krabi e fazer bate e volta! Apesar das opções de hospedagem serem menores e os preços maiores, preferimos ficar em Railay mesmo pra curtir melhor o lugar! E eu adorei! Mas um pessoal do grupo não curtiu tanto, acho que pra eles o ideal teria sido ficar em Krabi mesmo. Ou nem isso! É que Railay é aquele tipo de lugar pacato, com muita natureza e pouca infraestrtura. Bem do jeitinho que eu gosto! Mas não é todo mundo que curte! Enfim, gosto é gosto...


Ficamos hospedados no Viewpoint Resort que de resort mesmo só tem o nome (praticamente todos os hotéis de lá tem resort no nome e nem são). Apesar dele ser simples e um pouco antigo, ainda assim eu gostei. Acredito que tenham opções melhores, mas encontrar um hotel com 9 quartos disponíveis e preço acessível (pagamos 2.200 bahts em cada quarto duplo, o que deu mais ou menos 100 reais por pessa), na véspera do réveillon foi tarefa das mais complicadas. Pode não ser o melhor de todos, mas não tenho nada a reclamar! Fora de temporada, com certeza é possível achar lugares melhores com preços bem mais baixos. De toda forma, Railay não é exatamente um lugar dos mais baratos em termos de hospedagem não!


Passamos 3 dias lá! No 1° ficamos só curtindo as praias de lá mesmo em especial a Pranang Beach! Que praia mais linda, gente! Fiquei completamente encantada! Água verdinha e deliciosa! Outra praia bacana é a Railay West. Lá é possível alugar um caiaque ou um SUP (Stand Up Paddle) pra explorar os arredores. Tem uma caverna ali pertinho bem bacana!

Pranang Beach
Railay Beach

Nos outros 2 dias, fizemos 2 passeios de barco para conhecer as ilhotas ao redor. Um dia fomos para a Hong Island e no outro, fizemos o tour das 4 ilhas passando por Tup Island, Chicken Island, Poda Island e finalizando na Pranang Beach, que seria a 4a "ilha". Ou seja, na verdade mesmo são só 3 ilhas.

Railay Beach Krabi
Hong Island
railay beach krabi
Poda Island

KO PHI PHI


Ko Phi Phi, ou apenas Phi Phi para os íntimos rs, fica um pouco mais afastada, a cerca de 1:30 ou 2 horas de Krabi, dependendo do tipo de embarcação. Mesma distância de Phuket, outra cidade famosa e que tem aeroporto! Nesse post eu explico direitinho como chegar em Phi Phi, quais os horários, os preços, como fazer e tudo mais. 

Bom, mas como estávamos em Railay fomos de lá direto pra Phi Phi onde passamos 4 dias e 3 noites. Na alta temporada, existe um barco que saí às 10h da manhã de lá e chega em Phi Phi por volta do meio dia, ao custo de 400 baht (cerca de 40 reais). Já na baixa temporada é preciso voltar pra Krabi e depois pegar um outro barco de lá pra Phi Phi.

Chegamos em Phi Phi dia 31 de dezembro (2016), doidos pra fechar o ano naqueeeela praia de águas azuis que eu cansei de ver fotos na internet! Maaaas o tempo estava chuvoso e ficamos só curtindo uma pool party de leve mesmo e guardando forças pra noite de réveillon. 

Phi Phi Tailandia
Pool Party em Phi Phi debaixo de chuva! rs

Nós ficamos hospedados no novíssimo Panmanee Hotel! O hotel é simples e não tem piscina, nem nada demais! Mas é ótimo! Confortável, limpo, tudo novinho e é super bem localizado! Considerando que passamos o réveillon lá, achei o preço até razoável (o quarto duplo saiu por 2.500 bahts, o que deu 110 reais por pessoa). Em que praia no Brasil você pagaria isso, num hotel do mesmo nível, em pleno réveillon? Bom, mas fora da super temporada de réveillon, os preços em Phi Phi já caem consideravelmente!


Na noite do dia 31, jantamos todos os 17 juntos (meu "amigo chinês" tinha ido embora no dia anterior 😒), compramos nossos buckets de bebida (o povo lá bebe no balde mesmo rs) e fomos pra praia. Na hora da virada rolou contagem regressiva, música, abraços, 7 ondinhas, tudo como manda o figurino, menos fogos de artifício (parece que cancelaram em respeito à morte do Rei, 2 meses atrás). Ok, então! Mas foi ótimo! Terminamos a noite nos barzinhos da vila no melhor estilo "Se beber não case"!! Sem comentários! rs

Phi Phi tailandia
Galerinha ainda bonitinha e comportadinha no reveillon de Phi Phi

1° dia do ano... já pensando na ressaca do réveillon, a única coisa que marcarmos pro dia 1° foi um passeio no meio da tarde pra ver o por do sol na famosa Maya Bay, aqueeeela do filme "A Praia", do Leonardo di Caprio. Eu poderia dizer que começamos o ano em grande estilo, a noite foi ótima e o passeio maravilhoso! Pegamos a praia praticamente vazia (algo quase impossível durante a manhã) e, de quebra, nadamos à noite com os plânctons luminescentes em alto mar! Foi lindo! Só não foi um dia realmente perfeito porque o meu celular caiu no mar e se afogou! 😭😭😭 E até por isso eu NÃO tenho fotos desse dia! Até consegui recuperar as fotos da viagem, mas perdi todas as tiradas nesse dia! Vou pegar as fotos com o pessoal depois e coloco aqui, ok? 

Ficamos tão encantados com Maya Bay que resolvemos voltar na manhã seguinte para vê-la de uma forma diferente, já que à tarde o sol não bate na praia! Saímos de Phi Phi pouco depois das 6h da manhã e chegamos lá antes da 7h. A praia ainda estava beeem vazia, menos do que na tarde anterior, mas ainda assim, vazia! O sol e as pessoas começaram a chegar depois das 8h. Fomos embora antes das 10h, quando a praia já estava bem cheia! E por todos os relatos e fotos que eu já vi de lá, provavelmente ela ainda iria encher muito mais!

Maya Bay A praia
Maya Bay umas 7:30 da manhã (à esqauerda) e às 9h (à direita)

De Maya Bay fomos direto para Bamboo Island e pra Monkey Beach. Mas assim, se você tiver mais tempo, eu sugiro que faça os 2 passeios em dias diferentes! Cada praia fica pra um canto da ilha e achei meio cansativo fazer tudo no mesmo dia! Eu iria um dia pra Maya Bay e exploraria o lugar ao máximo e no dia seguinte iria pra Bamboo Island, Monkey Beach e Mosquito Island (que não chegamos a conhecer). Mas nosso tempo era curto, ainda mais porque teve o réveillon aí no meio, então não fizemos muita coisa no dia 31, nem no dia 1°.

No dia seguinte, o ferry pra Krabi sairia às 15h, então ainda deu de conhecer o Viewpoint, de onde se tem uma vista linda de toda a ilha, e também a praia de Long Beach que é um pouco mais afastada do centrinho de Phi Phi, mas que super vale a caminhada!



CHIANG MAI


Do sul da Tailândia voamos para o norte, onde passamos 3 dias em Chiang Mai e um dia em Chiang Rai. Em Chiang Mai ficamos hospedados no Mandala House, hotel super bem localizado, de onde podíamos fazer praticamente tudo a pé. Algumas pessoas do grupo tiveram problemas com os quartos, cheiro de mofo, banheiro entupido, desnível no piso, etc e acabaram tendo que trocar de quarto. Mas eu particularmente não tenho nada a reclamar do meu quarto, pelo contrário, ele era enorme, confortável e tinha uma vista bonita da cidade e um café da manhã gostosinho! O que tenho a reclamar é do pessoal da recepção que não eram lá muito simpáticos não! Uma das mulheres, inclusive, foi bem grossa com algumas pessoas do grupo. Mas assim, achei que pela localização e pelo preço (pagamos 1.300 baht a diária do quarto duplo, o que da menos de R$60,00 por pessoa por dia), valeu a pena! Pra quem quiser pagar ainda mais barato, uma parte do grupo ficou hospedada no London Backpacker em quarto compartilhado!


Uma das principais atrações em Chiang Mai são os "santuários" de elefantes onde se pode ter um contato direto com eles. Ainda vou escrever um post específico sobre isso, mas de antemão já adianto que 99% desses "santuários", na verdade são locais onde rolam maus-tratos e até mesmo tortura! Gente, por favor, elefante pintando quadros NÃO é natural! Vocês acham mesmo que eles nasceram com esse "dom divino"? Óbvio que eles passaram por um treinamento exaustivo pra chegar a esse ponto! Showzinhos com acrobacias, malabarismos, nada disso é natural! E por favor, sigam a última dica que eu dei no 15 coisas que você precisa saber antes de ir pra Tailândia e NÃO ANDE EM CIMA DE ELEFANTES! Falei mais sobre isso nesse post: Por que NÃO andar em elefante na Tailândia?

Por favor, não financiem esse tipo de atração! Pesquisem ao máximo o "santuário"que vocês irão visitar! Mas já adianto que o único que é recomendado por todas as associações internacionais de defesa de animais é o Elephant Nature Park e foi o que visitei! Eles fazem um trabalho super bacana com animais que sofreram maus-tratos no passado, além de ser um dos poucos onde você pode interagir com elefantes de forma ética! Nesse post eu conto como foi minha experiência: Elephant Nature Park - Como interagir de forma ética com elefantes na Tailândia.

Elefante em Chiang Mai
Elephant Nature Park

Além dos elefantes, muita gente também visita as tribos da "mulheres girafas", aquelas com pescoços longos e cheios de argolas. Uma parte do grupo foi, mas eu não quis ir. Acho que também é exploração! E algumas pessoas do grupo tiveram a mesma sensação depois de visitar o local! Sei lá, uma coisa é você visitar o local e conhecer os hábitos e a cultural do local. Mas ali, pra começar, a tribo é fake, foi montada pra atrair turistas, e elas também estão lá expostas pra turista ver e tirar foto! Sem falar que paga-se um valor considerável (algo em torno de 50 reais) só pra entrar! Enfim, cada um tem uma opinião, eu preferi não ir! Até porque tinha muito mais coisas interessantes pra se fazer em Chiang Mai.

Eu preferi, por exemplo, fazer uma aula de culinária tailandesa! Achei que seria uma experiência mais autêntica e genuína! E eu amei! Mesmo sabendo que, muito provavelmente, eu não repetirei nunca mais os pratos que eu fiz lá, 1° porque os ingredientes e temperos são bem diferentes, 2° porque eu não sou lá muito íntima das panelas! Mas ainda assim, eu amei! Quem tiver interesse, a fizemos na Mama Noi Cookery School!

curso de culinária Chiang Mai
Nossa super aula de culinária tailandesa

Bom, e além disso, ainda tem os templos, claro! Pra mim o destaque é o Wat Phratat Doi Suthep, ele fica um pouco afastado da cidade, no alto de uma montanha, mas merece a visita. Já os templos Wat Chedi Luang, Wat Phra Singh e Wat Sri Suphan, entre outros, ficam no centro da cidade e podem ser visitados a pé. À noite vale a visita ao Night Bazar, seja pra fazer compras com preços ótimos e/ou ainda pra jantar, beber umas cervejas e ouvir uma musiquinha ao vivo!'

Chiang Mai
Doi Suthep à direita e Chedi Luang à esquerda

CHIANG RAI


Muita gente faz um bate e volta de Chiang Mai pra Chiang Rai. Mas, sinceramente, não acho que valha muito a pena! Não tô falando que não vale visitar Chiang Rai, muito antes pelo contrário! O que eu acho que não vale a pena é o bate e volta! Seriam, pelo menos, 3 horas e meia só pra ir e o mesmo tanto pra voltar! Aí acaba que mesmo que o tour saia cedo, você vai chegar no atrativo principal, o Templo Branco, num horário que o lugar já está lotado! E como já é de praxe de excursões do tipo, o tempo disponível para a visita é curtíssimo. E você ainda vai visitar outros lugares bem menos interessantes, que fazer parte do tour. Enfim, se você não tiver outra opção, encare! Mas saiba que será cansativo!

White Templo Chiang Rai
Templo Branco

Agora, o que eu sugiro é que você passe, pelo menos, uma noite em Chiang Rai. Além de ficar menos cansativo, você ainda consegue conhecer outros templos interessantes na cidade, como o Templo Azul, o Templo Preto, o Big Buda. Sem falar que pode chegar bem mais cedo no Templo Branco, antes de todas as excursões, e também ficar o tempo que quiser por lá, sem correria! De lá, é só pegar um voo (ou um ônibus, que seja) pra seguir viagem sempre precisar voltar à Chiang Mai!

Existem ônibus regulares que saem da rodoviária de Chiang Mai para Chiang Rai quase que de hora em hora e custam entre 10 e 20 e poucos reais, dependendo da "classe". Como nós éramos muitos, contratamos 2 vans pra nos levar. Ficou um pouco mais caro, mas a vantagem é que a van nos buscou no nosso hotel em Chiang Mai e nos deixou no hotel de Chiang Rai. Ou seja, economizamos tempo e dinheiro com táxi de e para as rodoviárias! No final, saiu elas por elas em relação ao ônibus!

➥ Confira os horários dos ônibus e os preços direto no site da GreenBus

Templo Azul Big Buda Chiang Rai
Templos de Chiang Rai

Ficamos hospedados na fofa Na-Rak-O-Resort, uma pousada super gracinha, muito bem decorada, bem localizada e com preço ótimo. Pagamos (em janeiro/2017) 900 baht num quarto duplo!  Ou seja, R$40,00 por pessoa). Super recomendo! Querendo economizar ainda mais, uma opção é ficar no Ann Hostel, onde algumas pessoas do grupo ficaram. Apesar de ser bem simples e dos quartos serem compartilhados, era também bem localizado, ficava pertinho da nossa pousada.


Nos despedimos da Tailândia com uma dorzinha no coração, querendo ficar mais e explorar mais desse país incrível (já falei que eu vou voltar, né? Pois é! rs)! Mas ao mesmo tempo cheios de expectativas para o próximo destino: o Camboja!


O que fazer no Camboja

SIEM REAP


No Camboja ficamos 3 dias e conhecemos apenas Siem Reap, a cidade base para conhecer a principal atração do país, as ruínas de Angkor, antiga capital do Império Khmer, entre os séculos IX e XV. O complexo de Angkor é enorme, tem cerca de 200 km² e você irá precisar de vários dias se quiser conhecer tudo! A maioria das pessoas se contenta em conhecer seu templo principal, Angkor Wat. O lugar é realmente impressionante e enorme! Mesmo tendo ficado lá algumas boas horas não conseguimos visitá-lo por completo! 

É possível comprar a entrada de apenas 1 dia  que custa 20 dólares; de 3 dias, 40 dólares ou de 7 dias por 60 dólares (esses preços são de janeiro de 2017, mas li em algum lugar que vai haver um reajuste e eles irão quase dobrar!). A grande maioria do nosso grupo comprou o ticket para apenas um dia de visita, eu comprei o de 3 dias e recomendo que façam o mesmo! Com um dia você irá conhecer Angkor Wat e também alguns outros templos. Mas tem tanto, mas tanto lugar legal lá que se você tiver tempo, recomendo que conheça o máximo possível! Caso contrário, vá um dia apenas e aproveite o máximo que puder! Se conseguir ainda ver o nascer e o pôr do sol, melhor! Terá uma experiência mais completa. Eu falei nesse post, como é o nascer do sol no Angkor Wat.

Angkor Wat Camboja
Alguns dos vários templos do Complexo de Angkor

Os templos mais próximos ficam a cerca de 7km da cidade, mas existem outros bem mais distantes, então você precisará de um transporte tanto pra chegar lá, quanto pra se locomover entre um e outro templo. Se tiver disposição, você pode alugar uma bike, ou então uma moto, mas já adianto que o calor é de matar (e olha que eu fui no inverno). Opções sem muito esforço seriam um tuk tuk ou uma van com ar condicionado que, obviamente é opção mais cara. Nós optamos pelo tuk tuk, pagamos 15 dólares pelo "carro", e o cara ficou por nossa conta o dia inteirinho! Contratamos o serviço com o pessoal que ficava em frente ao nosso hotel, o Tanei Boutique Villa (sugiro que façam o mesmo, negociem direto com eles pra ter certeza que eles ficarão com todo o dinheiro e o hotel não vai interceptar nada). 

O hotel era super bem localizado, pertinho do Night Market e da famosa Pub Street, a rua dos bares e restaurantes de Siem Reap. Uma parte do grupo ficou no Blossoming Romduol Lodge que funciona tanto quanto hotel, mas também como hostel com quartos compartilhados. Nós pagamos 26 dólares pelo quarto duplo no Tanei (o que deu mais ou menos 40 reais por cabeça por dia). O preço do Blossoming como hotel é basicamente o mesmo, a diferença fica nos quartos compartilhados que são mais baratos.


Tendo tempo e querendo fazer algo diferente que vá além dos templos, sugiro o passeio por Kompong Phluk, uma vila flutuante próxima a Siem Reap, pra conhecer um pouco da comunidade que vive, literalmente, dentro d'água. Lá você irá conhecer um pouco mais do Camboja real que inclui muita pobreza, mas muita gente simpática e com sorriso no rosto também! É uma experiência e tanto, pra fazer pensar e agradecer! Aproveite e vá no fim do dia pra assistir a um por do sol incrível!

roteiro de viagem sudeste asiático
Vila flutuante em Siem Reap

Ahhh e "detalhe" importantíssimo: brasileiros precisam de visto pra entrar no Camboja. Você pode tirá-lo na chegada mesmo ou então antecipadamente, pela internet, o que eu recomendo pra evitar filas. O site oficial é esse: www.evisa.gov.kh. O processo é rápido, fácil e super tranquilo!


O que fazer em Cingapura


Saímos de uma país paupérrimo como o Camboja e desembarcamos na rica Cingapura (ou Singapura, como queiram). Preciso nem dizer que foi um choque cultural, né?! Cingapura é uma cidade linda, moderna, limpa, um espetáculo! Bonito de se ver! À noite então a cidade se transforma! Não deixe de fazer um passeio de barco noturno se encantar ainda mais com a cidade, ela consegue ficar ainda mais linda! É de encher os olhos e cair o queixo!

o que fazer em cingapura
Cingapura; linda de dia e à noite!

Cingapura é conectada por linhas de metrô e é super fácil ir de um lugar a outro. Mas não deixe também de caminhar pela cidade, e apreciar toda sua beleza da região, tanto de dia quanto à noite, em especial ali pela área do Marina Bay, o hotel mais famoso de Cingapura! Não por acaso! É lá, no 57° andar, que fica a piscina mais alta do mundo! Simplesmente um escândalo essa borda infinita com vista da cidade! 😍

Bom, mas a piscina é exclusividade dos hóspedes do hotel! Nós, pobres mortais, se quisermos ter a vista lá de cima (sem a piscina, claro) temos que pagar 22 dólares de Cingapura, o que dá quase 50 reais. Se for subir - o que eu recomendo - deixe pra fazer isso no fim do dia pra ver o pôr do sol e a vista durante o dia e à noite! Vale a pena!

Vista de Cingapura
Vista de Cingapura do alto do Marina Bay

Aproveite que está por ali mesmo e, quando descer, conheça o shopping que faz parte do hotel! Um espetáculo! Tem até um riozinho que corre dentro dele onde é possível fazer um passeio de gôndola!  eu não sou muito fã de shoppings não mas, se tiver tempo, vale a visita! Fique de olho no horário pra não perder o show de luzes que acontece ali de frente ao hotel e ao shopping todos os dias às 20h, 21:30. Sexta e sábado anda rola uma sessão extra às 23h.

Outro lugar que merece uma visita durante o dia e outra à noite é o Gardens by the Bay. Vá primeiro durante o dia para passear por ali, subir nas SuperGrove Trees e visitar as estufas. E depois volte à noite para assistir ao show de luzes e som que acontece todos os dias às 19:45 e às 20:45. Outra opção noturna é a Clarke Quay, uma área super bacana e descolada, cheia de restaurantes, bares e baladinhas. É aqui que a noite de Cingapura acontece!


o que fazer em Cingapura
Gardens by the bay de dia e à noite!

Outros lugares interessantes a serem visitados na cidade são a China Town, que é super bonitinha, arrumadinha e tem uns templos bem bacanas e a Little India. Cingapura também tem uma versão da Universal Studios. Logicamente é uma versão menorzinha da original, mas uma parte do grupo foi e adorou as montanhas russas e os brinquedos! A Universal fica na ilha de Sentosa, que é outro lugar que muita gente vai pra passar o dia. Eu não fui porque não achei que seria lá muito interessante não!

Cingapura
Pelas ruas de Little India e China Town em Cingapura

Algumas pessoas (poderosas rs) do nosso grupo ficaram hospedadas lá no Marina Bay (depois eu conto tudinho aqui o que elas acharam de lá). Mas a maioria ficou no Hotel Boss, que não é aquele luxo todo do Marina Bay, óóóóbvio, mas que é bem bacaninha! Só achei o quarto um tanto quanto apertado, mas isso é o de menos! A cama era confortável, banheiro e chuveiros bons, hotel bonito, moderno, limpo, piscina boa e bem localizado. Caro pros padrões asiáticos, mas com um preço até bom em termos de Cingapura, onde tudo, principalmente hospedagem, é caro! Pagamos 100 dólares de Cingapura no quarto duplo, o que dá uns 110 reais por pessoa. Ainda teve parte do grupo que se hospedou no hostel Traveller@SG e ficou em quarto compartilhado pagando bem menos, claro!


Depois de Cingapura nosso grupão se dividiu. A maior parte do pessoal foi pra Hong Kong. E de lá voltaram pro Brasil. E eu segui viagem apenas com mais 5 meninas pra Myanmar. Mas antes, disso, fizemos uma escala de 20 e poucas horas em Kuala Lumpur, na Malásia.


O que fazer na Malasia

KUALA LUMPUR


Nosso tempo na Malásia foi curtinho mas deu pra conhecer os principais pontos turísticos. Chegamos no fim da tarde, só deixamos as coisas no hotel e fomos conhecer o principal atrativo de Kuala Lumpur, as Petronas Towers! Liiiindas! É possível subir até o topo, mas nós nos contentamos com a vista só de baixo! Quer dizer, na verdade, preferimos subir na KL Tower, outra torre famosa da cidade. Primeiro porque ela tem uma vista linda das Petronas e segundo porque lá tem um chão de vidro, na verdade é uma caixa toda de vidro e que é muuuito bacana! Ainda não cansadas das Petronas, fomos até o Sky Bar, que fica no Hotel Traders, e tem uma vista liiiiiinda das Petronas. Inclusive, se eu fosse você me hospedaria lá! rs. Imagina dormir e acordar com aquela vista maravilhosa? Sem falar que os hóspedes do hotel têm lugar reservado e privilegiado nas mesas do Sky Bar.

o que fazer em kuala lumpur
As lindas das Petronas Towers são o principal cartão postal de Kuala Lumpur

melhor vista das petronas towers
As Petronas Towers vistas de vários ângulos diferentes

Bom, mas eu mesmo fiquei hospedada no hotel China Town Inn que, como o próprio nome já diz, fica bem no meio da China Town. Taí o lugar pra você fazer compras na cidade! O hotel é bem simples, mas tem o básico necessário. E pelo precinho que nós pagamos (73 ringgits num quarto duplo, o que dá pouco mais de 25 reais por pessoa), super valeu a pena!



Na manhã seguinte, fomos conhecer outro importante atrativo da cidade: as Batu Caves, que ficam a cerca de uma hora de trem de Kuala Lumpur. O local é um templo hindu que fica localizado dentro de uma caverna. Pra chegar lá é preciso subir mais de 270 degraus que, aliado ao calor que faz por lá, deixa tudo ainda mais cansativo! Logo na entrada do local fica uma enorme e impressionante estátua do Deus Murugan (considerado o Deus da Guerra).

roteiro de viagem asia
Batu Caves

Da Malásia, então, partimos para o último país da viagem: Myanmar!


 O que fazer em Myanmar


Myanmar, antiga Birmânia (ou Burma, em inglês) é um país que já estava fazendo parte do meu imaginário há um certo tempo! Eu me encantava pelas fotos e histórias de outras pessoas que haviam viajado pra lá! Como o país abriu para o turismo recentemente, eu estava muito curiosa pra conhecê-lo ainda sem a super influência devastadora do capitalismo selvagem! E foi uma experiência pra lá de enriquecedora! Autêntica, verdadeira, emocionante, simplesmente incrível! Não tenho palavras pra descrever os dias lindos que passei no país e o quão maravilhosas são as pessoas de lá! Nunca vi isso na vida! Dá até um aperto no coração quando eu lembro! Foi lindo!


YANGON


Nosso 1° destino foi Yangon, cidade que foi capital do país até 2006. Apesar de ser uma cidade grande, Yangon ainda conserva ares de pequena, com uma povo simples, simpático e super amigável. Visitamos vários templos e nenhum deles era exatamente uma atração turística. Aliás, vimos poucos turistas, a grande maioria das pessoas ali eram locais! Lembram que na Tailândia, Wat significava templo? Pois é, em Myanmar, eles são chamados de Pagodas, ou Pagodes.

A Nga Htat Gyi Pagoda, por exemplo, é um templo super tranquilo e pouquíssimo frequentado por turistas. Quase em frente fica a Chauk Htat Gyi Pagoda, templo famoso por abrigar o maior Buda reclinado do mundo! Sim, ele é maior (e também achei mais bonito) que o de Bangkok. No centro da cidade se destaca a Sule Pagoda com mais de 2 mil anos de existência!!!! Mas o grande destaque é a Shwedagon Pagoda, um dos templos mais impressionantes que vi em toda viagem! E olha que vimos foi templo, viu? O lugar é simplesmente maravilhoso! E tem uma energia incrível! Chegamos no fim da tarde e só saímos de lá quando a noite já tinha caído por completo! Vimos o local se transformando e ficando ainda mais surreal todo iluminado, à noite! Sugiram que façam o mesmo!

o que fazer em yangon
Templos de Yangon

Em Yangon ficamos hospedadas em hotéis diferentes, um no início da viagem e outro no final. É que como Bagan (a outra cidade que visitamos em Myanar), não tem voo internacional, tivemos que voltar para Yangon para sair do país. Então, passamos 2 noites no Merchant Art Boutique Hotel que tem uma vista liiiinda da Shwedagon Pagoda do terraço do hotel, onde fica um restaurante super bacana também! A diária num quarto duplo foi R$ 120, ou seja, R$60  por pessoa.

Quando voltamos, nos hospedamos no hostel Backpacker, que fica bem próximo (coisa de 2 quarteirões) da Sule Pagoda que também fica linda com a iluminação noturna. Nós ficamos num quarto quádruplo que era compartilhado mas fechamos só pra nós 4! E o bacana desse quarto é que as camas não eram um beliche tradicional. Pra ir pra cama de cima, havia uma escada de verdade! Muito bacana. E as camas eram bem confortáveis, o quarto limpo, com banheiro privativo e o preço excelente (16 mil kyats, ou 37 reais, pela cama).

BAGAN


De Yangon fomos para Bagan, cidade com mais de 2 mil templos (há quem diga que são 4 mil). Bagan é um daqueles lugares difíceis de explicar, só estando lá pra sentir! Não há foto, nem vídeo, nem palavras capazes de descrever o que vivemos lá! É surreal!

A cidade em si é pequena, simples e espalhada. Existem 3 áreas de hospedagem: Old Bagan, onde ficam os hotéis e resorts mais chiques e caros, Nyaung U, onde ficam os hotéis mais baratos e vários restaurantes e New Bagan, que é uma área intermediária e foi onde nós nos hospedamos. Ficamos no hotel The Floral Breeze e pagamos 60 dólares em cada quarto duplo o que (agora em janeiro de 2017), deu mais ou menos 95 reais por pessoa. Tinha até uns hotéis mais baratos, mas optamos em ficar em um que tivesse piscina. e que fosse bem localizado pra não ficar dependendo de táxi pra saira à noite, por exemplo.


Vi muita gente falando que o calor era tão insuportável que eles voltavam no meio da tarde pra descansar e só voltavam quando o sol abaixava, então um hotel com piscina era essencial! Mas nem usei, não fez esse calor todo não. Inclusive, à noite fazia até frio! Eu sei, fomos em janeiro, e janeiro é inverno por lá. Mas era inverno também em todos os outros países que passamos e mesmo assim fazia um calor absurdo! Enfim, independente da piscina, o hotel era bem bacana, bonito, confortável, café da manhã ótimo, pessoal simpático e também muito bem localizado! Dava pra ir a pé pra todos os restaurantes de New Bagan. E pra melhorar ainda tinha um local de aluguel de "bike elétrica" (que na verdade é uma motinha), bem em frente!

Gente, e o que dizer dessa motinha? 💓
Eu simplesmente ameeeeeeei explorar Bagan sobre 2 rodas! Achei tão, mas tão legal que eu poderia passar diiiiias assim sem me cansar! É uma sensação tão incrível de liberdade, sabe? Pra mim, não teve coisa melhor do que me "perder" pelas estradas de terras e ir descobrindo os lugares! Era cada templo mais diferente que o outro, um grandes, outros pequenos, uns super bem conservados, outros nem tanto, uns lotados, outros completamente vazios! Muuuito legal!

bike elétrica bagan
Explorando Bagan de "bike elétrica", vulgo, "motinha"
templos de bagan myanmar
Surra de templos em Bagan

Olha, se eu fosse você faria o mesmo! Alugava uma motinha e saía sem rumo pra desbravar Bagan! rs. Mas assim, eu sei que cada um é de um jeito! Algumas das minhas amigas não se sentiram tão à vontade assim nas motinhas como. Ficaram inseguras e não relaxaram muito! Uma delas, inclusive, travou! Tentou, tentou, mas não conseguiu de jeito nenhum sair do lugar! Foi frustante, coitada!

Bom, se você também não curte muito a ideia, outra opção seria alugar uma bicicleta comum mesmo. Mas aí eu já aviso: tem que ter disposição. As distâncias são um tanto quanto consideráveis, então pra quem não tem costume de pedalar pode ser cansativo! Sem falar que em alguns lugares a areia é fofa e dificulta bem (a motinha vivia derrapando rs)! E também é bom considerar o calor! Janeiro pode não ser tãoooo quente quanto os outros meses, mas faz um calorzinho, ainda mais debaixo do sol quente! Imagina nos outros meses? De toda forma, é uma das opções mais populares e eu vi muita gente pedalando por lá!

Quem não quiser esforço nenhum, também pode contratar um táxi. Dá pra fechar um dia com ele ou apenas pedir pra te levar e buscar em um lugar específico! Mas não dá pra rodar tudo lá de táxi, tem muito lugar que carro não vai, tipo as estradas de terra fofa que eu comentei! Aí só mesmo à pé ou de bike, seja comum ou elétrica. E existe também uma caminhonetezinha adaptada, tipo um pau de arara, que carrega turistas e locais pra lá e pra cá! Mas ele tem trajetos já definidos e só roda nas estradas mesmo. Então pra ir para os templos principais e/ou aqueles ficam na estrada ou próximos a ela, é de boa!

De outubro/novembro até o março/abril é a temporada de balões em Bagan. Se não tiver cacife, como eu não tive, pra andar de balão (algo em torno de 350 dólares), deixe a preguiça de lá e acorde cedo pra ver o sol nascer! Uma das cenas mais lindas que eu já vi na vida! É surreal a beleza daquele lugar pipocado de balões colorindo o céu! De chorar!

balão em bagan
O nascer do sol em Bagan! Surreal de tão lindo!

E pra fechar com chave de ouro, ainda tivemos a grande oportunidade de participar da cerimônia onde os meninos iniciam suas vidas como pequenos monges! Lindo presenciar um momento tão incrível e único como esse! Sorte enorme de estar no lugar certo, na hora certa! E o mais bacana de tudo é o quanto fomos bem recebidas! Os birmaneses são incrivelmente receptivos, simpáticos, carismáticos e tudo de melhor! Não bastasse o país ser tão lindo, seu povo consegue ser ainda mais maravilhoso!

o que fazer em Bagan Myanmar
Coisa mais maravilhosa esses meninos enfeitados

É por essas e outras que Myanmar vai ficar marcado pra sempre no meu coração! Que lugar especial, viu?! 💗

Ahhh.. faltou falar de uma informação importante: pra conhecer Myanmar, brasileiros precisam de visto. Ao contrário do Camboja, onde também é possível tirar o visto na chegada, em Myanmar você já precisa chegar com o visto. A forma mais fácil de tirá-lo é pela internet através do site evisa.moip.gov.mm. Antes mesmo de embarcar, a cia aérea já vai te pedir os documentos, visto, reserva de hotel e passagem de volta.

Falando nisso, fizemos os vôos  internos com a Air KBZ, uma das cias aéreas locais e, pelo menos quando eu estava programando a viagem, a única que tem um site que funciona (beeem mais ou menos e vive fora do ar, mas funciona) e onde é possível fazer a compra online. Parece que nas outras você precisa do intermédio de alguma agência local pra conseguir efetuar a compra.

Já os outros vôos que fizemos entre os países foram, na grande maioria dos casos, feitos pela AirAsia, uma das low costs mais populares da Ásia. Um ou outro vôo fizemos com outras cias aéreas mas, em geral, os preços da Air Asia eram imbatíveis. Só fique atento a bagagem não está incluída no valor da passagem. Só é permitido que você vá com uma mala de mão de até 7kgs. Acima disso e se quiser despachar, terá que pagar um valor extra que varia conforme o peso e o trajeto. 15kgs é um valor, 20kg é outro e por aí vai... (Pra saber mais, leia: Como se locomover na Tailândia).

Pra finalizar, só mais 2 dicas importantes:
  • Muita, mas muita gente costuma passar mal numa viagem como essa. Intoxicação alimentar é algo super comum e conheço várias pessoas que precisaram ficar internadas! Por isso, nem pense em viajar sem seguro viagem! Porque você nunca sabe se irá mesmo precisar ou não! Melhor não arriscar. Eu uso e recomendo os serviços da Real Seguro Viagem, que trabalha com as principais seguradoras do mercado.  
  • Eu passei todos os dias da viagem super conectada com o chip da Easy Sim 4You que funciona em mais de 140 países no mundo. Adquiri o chip aqui mesmo no Brasil e já cheguei lá com internet! Melhor coisa coisa que fiz! É libertador ter internet o tempo todo, não apenas para atualizar as redes sociais e manter contato com a família e amigos do Brasil, mas também para falar com as próprias pessoas que estão viajando com você. Como estávamos em um grupo grande, sempre nos separávamos para fazer coisas diferentes, e com internet era muito mais fácil combinar de nos encontrarmos. Além disso, é possível usar mapas pra se localizar e andar pela cidade, chamar táxi e Uber, procurar restaurantes, pesquisar algo no Google, usar o Skype pra fazer ligações, entre outras tantas coisas! A partir de agora, eu nunca mais viajo sem internet
Ufa...
Acho que é isso! Ainda tenho muuuuuuuuuita coisa pra contar e muitos detalhes e dicas pra dar! Mas se eu falar tudo aqui o post vai ficar ainda mais gigantesco! A ideia desse era apenas dar uma noção geral mesmo! Quem tiver dúvidas é só mandar aqui nos comentários mesmo!

E fiquem de olho que daqui a pouco tem mais posts sobre os destinos específicos!


➥ LEIA TAMBÉM

15 coisas que você precisa saber ANTES de viajar pra Tailândia
Como se locomover na Tailândia
Como chegar em Phi Phi
Como obter o Certificado Internacional de Vacinação contra Febre Amarela
Por que NÃO andar em elefante na Tailândia?
Elephant Nature Park - Como interagir de forma ética com elefantes na Tailândia

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